Confederação Brasileira de Kickboxing

CBKB inicia mapeamento de faixas pretas em parceria com CREF-PR

A CBKB (Confederação Brasileira de Kickboxing) vai iniciar um mapeamento dos faixas pretas do Paraná para traçar três pontos importantes em relação à formação dos profissionais, conforme o Mestre Paulo Zorello, presidente da CBKB, presidente da Wako Panam (Confederação Pan Americana de Kickboxing) e vice-presidente da Wako (World Association of Kickboxing Organizations - Associação Mundial de Organizações de Kickboxing). Trata-se de uma parceria com o CREF-PR (Conselho Regional de Educação Física).

Neste mapeamento, segundo Zorello, os faixas pretas serão divididos em três grupos: 

- Faixas pretas que já possuem formação em Educação Física;
- Faixas pretas que estão estudando Educação Física;
- Faixas pretas que têm vontade de estudar Educação Física ou que desejam fazer o provisionamento, conforme a Lei Nº 9696/98.

Para o presidente do CREF-PR, Gustavo Brandão, "é uma parceria muito interessante, tanto para o Conselho Regional de Educação Física, quanto para os professores e instrutores de kickboxing". De acordo com Brandão, a sociedade sai melhor atendida. "Por que a gente fala 'bem atendida'? Porque está sendo atendida por um profissional. Esse profissional se capacitou, fez o curso de graduação", afirma. 

"Dentre várias matérias, ele estudou anatomia, fisiologia do exercício, fisiologia humana, aprendizagem motora, enfim, uma série de disciplinas e conteúdos que dão noção e condições para ele atuar de forma muito interessante em relação ao corpo humano, ou seja, sabe as reações do corpo humano em uma atividade mais intensa, em uma atividade menos intensa", avalia. 

Brandão explica que no Kickboxing, o metabolismo é anaeróbio, predominantemente, em muitas partes da luta. "É interessante que o professor de kickboxing tenha o domínio desse conteúdo justamente para saber como melhor treinar o aluno, como melhor preparar o aluno para as competições", ressalta.

"Enfim, uma série de benefícios para a sociedade porque um um profissional atendendo é diferente do que alguém que não tem a formação. Tudo bem, tem a parte técnica, ele entende da técnica da luta e tudo mais. Mas, tem outras questões envolvendo a atividade física, o exercício físico quando a gente fala de lutas, não só essa modalidade em específico", exemplifica. 

De acordo com o presidente do CREF-PR, se a sociedade é bem atendida e o profissional é valorizado, é muito interessante. "Porque se torna prazeroso pra sociedade fazer atividade física e também indicar que essa atividade física seja feita por outras pessoas. Então, nós vemos muito positivamente essa parceria", destaca. 

Brandão reforça outro ponto que ele considera importante ter a formação em educação física em relação às aulas para crianças. "A criança tem o desenvolvimento diferente do adulto, ou seja, tanto na aprendizagem motora, quanto no crescimento e desenvolvimento humano. O profissional de Educação Física estuda as fases do desenvolvimento da criança. Então, o profissional de lutas, ele consegue trabalhar melhor os conteúdos das lutas, adequando às fases de desenvolvimento da criança", ensina. 

"Eu tive alunos na graduação em educação física da área de lutas. E todos eles achavam muito interessante fazer o curso de Educação Física porque agrega conhecimento da parte técnica das lutas com a parte de conhecimento biológico, conhecimento da saúde, conhecimento de educação, didática, enfim, são vários fatores positivos", pontua.

Texto: Fernanda Circhia
Foto: Freepik